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quinta-feira, maio 7

quarentena

Postado por Thamires às quinta-feira, maio 07, 2020 0 comentários
ideal não é, mas no mínimo tá sendo proveitoso demais esse tempo de confinamento pra mim. 
nunca antes na história da minha curta vida eu me avaliei tanto, e o tanto que eu sou autorreflexiva "não tá no gibi" - saudades, mãe!
mas, dessa vez é diferente. minha crise dos 25 (sim, eu sofro dessas coisas) tá me impulsionando a enxergar possibilidades de planejar ações concretas pra mudar o que tiver de ser mudado na minha vida a curto prazo.
eu tendo a adiar fatalmente coisas por priorizar outras. postergo decisões importantes. vou com tanta calma e passo a passo que às vezes sofro com o vácuo que eu me dou (p.s. escrita terapêutica). então, tá sendo muito bom mesmo avaliar e encontrar soluções.
outra coisa é que me aproximei demais de muita gente, online mesmo. gente pra orar junto, gente pra desabafar, gente pra rir, gente pra abençoar...
gente com quem eu não falava desde o ensino médio! que maravilhoso é ver que o tempo passa, mas a amizade pode permanecer. 
maravilhoso é ver que essa sou eu. eu estou aberta pra esses reencontros. as pessoas veem isso e vêm até mim. eu posso cultivar o lugar delas em meu coração e é essa a minha decisão!
enfim, essas reaproximações à distância mais esse isolamento têm me ajudado a olhar pra mim com honestidade e em retrospecto.
eu preciso ver sentido em quem estou sendo pro mundo e em quem eu sou aqui dentro. o meu caminho precisa ficar claro pra mim na minha história e me fazer sentir bem. tô conseguindo ligar os pontos aqui.
é isso. tá sendo construtivo.
obrigada, Deus, e, corona!? 

sem mais. 
que passe logo! 

domingo, setembro 16

Meu lugar

Postado por Thamires às domingo, setembro 16, 2018 0 comentários
À frente de meus olhos estão algumas fotos polaroid com imagens de amigas, mamãe e minha foto tirada na cabine do metrô de Trocadero-Paris. 

Também estão minhas listas de controle de gastos (que não estão muito controlados no momento) e o bilhete incentivador que minha amiga/irmã me deu quando eu estava pra me mudar.

Mais acima vejo alguns post-its com versículos que amo, caderninhos, polaroid e itens fofos.

Olho para os lados, dou uma volta na sala, deito na rede e lembro o quanto pedi isso a Deus.

Como pedi a Deus um cantinho meu. Meu espaço pra viver minhas responsabilidades, meus desafios e aprendizados solo. Pra crescer eu desejava meu lugar.

Lembro que quando era criança desenhava a planta da casa dos meus sonhos várias vezes. Também tive aquele projeto da casa na árvore.

Já quis cursar engenharia civil, arquitetura e ainda cogito a possibilidade de design de interiores. Amava programas de reforma de casa ou decoração. Tudo só pra aprender a arrumar o meu lugar.

O fato é que esse lugar é muito especial pra mim. Lembra-me de identidade, intimidade, família, construção de uma vida. Aqui sinto a cada dia que estou construindo a minha. 

Não importa aonde eu vá. Pode ser Paris ou Veneza. Podem ser os lugares mais incríveis. Eu sempre vou querer voltar pro meu cantinho. Meu lugar preferido no mundo é o meu lugar.

Hoje, tudo que não quero é me esquecer das orações que fiz. Não quero que meus sonhos para o futuro tomem tanto meu coração a ponto de eu não curtir esse presente tão simples, porém, precioso.

Graças dou por estar crescendo e construindo com Cristo a minha história no meu lugar.

Que assim continue a ser!

E que os dos sonhos pro futuro sejam bem-vindos. =)

quarta-feira, janeiro 31

Selva de Pedra

Postado por Thamires às quarta-feira, janeiro 31, 2018 0 comentários
Perdi a conta de quantas vezes alguém me pediu dinheiro na estação de ônibus esse mês. Também perdi a conta de quantos vendedores ambulantes tentaram me vender algum produto nos ônibus esse mês. Num desses dias, parei para pensar o que levava aquelas pessoas a criarem coragem, todo dia, para pedir grana ou contar com favores de motorista a donos de lojas a fim de conseguirem vender suas mercadorias e conseguirem grana.

Minha indagação tentei responder com o tradicional argumento que culpabiliza, é claro, o Estado. Mas, depois, eu pensei em quem seriam aquelas pessoas. Será que não tiveram mesmo nenhuma oportunidade boa na vida? Será que não haveria outra alternativa? Será que se acostumaram a dependerem daquele tipo de ajuda e, por isso, não procuravam algo melhor? Será que perderam todas as esperanças? Será que nunca esperaram nada?

Enquanto pensava essas coisas, surgia uma vontade imensa de encaixar o Estado e a corrupção dos poderosos desse país na minha explicação, mas eu não conseguia...

Estou meio cansada de encontrar um culpado para os males do mundo. Cansada de desacreditar tanto, quer seja no sistema ou nas pessoas que compõem o sistema, ou ainda, nas pessoas, em geral.

Sobre esse aprendizado, bem, meu ano letivo nem começou oficialmente, mas, esse mês, tive dois privilégios. Foram o meu destino após as longas viagens pensantes de ônibus: conheci dois professores maravilhosos de disciplinas de conteúdos muito construtivos. Sem dúvidas, eles contribuíram para minha formação, e, no contexto desse texto, contribuíram para que eu tenha mais esperança na vida/nas pessoas e me preocupe mais com fazer a minha parte.

Estou entendendo que a vida é essa selva de pedra. Enquanto luto para estudar e crescer intelectualmente, alguém luta para sobreviver, literalmente. Alguém luta para dar o leite para o filho ou comprar o almoço, que pode ser a única refeição do dia. E, é totalmente provável que sejam verdadeiros aqueles discursos "não quero incomodar o conforto da sua viagem, mas preciso de grana pra pagar o médico. Se puder ajudar...".

O fato é que não tem para onde correr. No fim das contas, não tem um lugar no mundo tão melhor assim, sem as dificuldades da vida e sem as injustiças sociais também. Não sei quais são todos os motivos e não tenho todas as explicações. Mais do que isso, não vou resolver nada com tanta explicação. O que sei e quero me importar é com o fato de que está todo mundo aí, lutando. Criando coragem, todo dia, para lutar por algo. A mim, cabe o mais digno e cidadão papel de encontrar outro lutador para defender, ao invés de outro culpado para atacar. Que seja essa a minha escolha esse ano.

Aos meus professores desse verão.
A Deus, meu mestre e defensor.

quinta-feira, dezembro 12

Eu quero sempre cair na rotina

Postado por Anônimo às quinta-feira, dezembro 12, 2013 1 comentários
Sempre ouvi pessoas dizerem que casamento não se pode deixar cair na rotina. Nunca questionei. Mas agora que estou vivendo uma rotina de não ter rotina, o que me deixa bastante entediada e me faz ter tempo para pensar em coisas desse tipo, tenho percebido a impossibilidade dessa recomendação.

Rotina me lembra acordar cedo para trabalhar ou estudar. Chegar a casa e ter muitos afazeres que não se podem deixar para o dia seguinte. Dormir não muito tarde para acordar cedo no outro dia, quando começa tudo de novo. Ou seja, rotina me lembra disciplina e cansaço. E essas duas palavras juntas me lembram outra: vida.

Viver é uma rotina, uma monotonia. E quando achamos um fardo, sempre tem um final de semana chegando, férias se aproximando, e melhor, sempre tem pessoas que amamos dividindo seus fardos, suas vidas conosco, e tornando o nosso fardo, a nossa vida mais leve.

Voltando ao casamento, talvez a recomendação mais correta seja: não deixe seu casamento sem amor. Sim, porque rotinas são inevitáveis, porém suportáveis com amor. O ruim é não manter o amor e não fazer a rotina com amor. É não ter um amor todo dia para dividir a rotina. E permitir que ela se torne feliz e nova mesmo sendo um ciclo.

Isso explica porque Deus me atura e não se cansa de mim. Ele é o próprio amor. Isso explica porque eu ainda vivo. Ele é minha vida, meu amor, minha rotina. Eu quero sempre cair na rotina.
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terça-feira, outubro 26

Parabéns pra você, nesta data querida...

Postado por Anônimo às terça-feira, outubro 26, 2010 1 comentários
Mais um ano se passou, e no último dia 23, se repetiu a tradicional musiquinha.

"Eu nem queria festa", foi o que disse a todos. Na verdade, achava meio trabalhoso demais para os meus pais. Já estava acreditando que os havia convencido de minha posição, quando às 19:30 de 23 de outubro de 2010, deparei-me com a minha festa. Eu imaginei que teria, no máximo, um bolinho, mas não, era uma festa, com direito a caderno de 15 anos, cerimonial, e filmagem! Foi uma grande surpresa. E, eu nem desconfiei! Mentira, Desconfiei sim.
 
Lembro-me de quando era criança e ficava imaginando como seria quando tivesse 15. Hoje, eu posso dizer que tenho 15 e isso não é nada demais. É como outro aniversário qualquer. Na verdade, seria demais, se meus pais tivessem comprado meu apartamento, dentro dele 1001 coisas. Seria demais se eu tivesse uma carteira de habilitação e um carro... Se eu soubesse tocar guitarra e ganhasse uma...

Hoje eu posso perceber que eu não quero nada disso de presente de 15 anos. Eu prefiro conquistar meus sonhos com a ajuda de Deus ao longo dos meus anos. Eu vou valorizar muito mais o que eu conquistar do que o que eu ganhar, tenho certeza disso. O que quero  realmente é que Deus continue me abençoando, que Ele me dê muitos anos de vida, com muita felicidade, saúde, paz, amor. E que venham mais dias 23 de outubro pela frente.

p.s: minha unha, azulão; meu vestido, verdão.